sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Discurso de Charles de Gaulle

 Em Junho 18, 1940, em 19:00, a voz de de Gaulle era transmissão por todo o país.
 "Aconteça o que acontecer, a chama da resistência francesa não deve extinguir-se..."
 


Os chefes que há muitos anos se encontram à frente dos exércitos franceses formaram um governo.
Este governo, alegando a derrota dos nossos exércitos, entrou em contacto com o inimigo para cessar o combate.
É certo que fomos e estamos a ser esmagados ela força mecânica, terrestre e aérea do inimigo.
Muito mais que o seu número, são os tanques, os aviões e a táctica dos Alemães que nos fazem recuar. Foram os tanques, os aviões e a táctica dos Alemães que surpreenderam os nossos chefes ao ponto de os levarem onde estão hoje.
Mas estará dita a última palavra? Deverá a esperança desaparecer? Será a derrota definitiva? Não!
Acreditem em mim, que vos falo com conhecimento de causa e vos digo que nada está perdido para a França. Os mesmos meios que nos venceram podem um dia dar-nos a vitória.
Porque a França não está sozinha! Não está sozinha! Não está sozinha! Tem um vasto Império atrás de si. Pode formar um bloco com o Império Britânico, que domina o mar e continua a luta. Pode, tal como a Inglaterra, utilizar sem limites e imensa indústria dos Estados Unidos.
Esta guerra não se limita ao território infeliz do nosso país. Esta guerra não é definida pela batalha de França. Esta guerra é uma guerra mundial. Todas as falhas, todos os atrasos e todos os sofrimentos não impedem que existam, no universo, todos os meios necessários para um dia esmagar os nossos inimigos. Esmagados hoje pela força mecânica, poderemos vencer no futuro com uma força mecânica superior. É aí que reside o destino do mundo.
Eu, General de Gaulle, actualmente em Londres, convido os oficiais e soldados franceses que se encontram ou se venham a encontrar em território britânico, com ou sem as suas armas, convido os engenheiros e os operários especializados das industrias de armamento que se encontram ou venham a encontrar em território britânico, a entrarem em contacto comigo.
Aconteça o que acontecer, a chama da resistência francesa não deve extinguir-se e não se extinguirá.
Amanhã, tal como hoje, falarei na Rádio de Londres.


 

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